domingo, 6 de abril de 2008

O "causo" da aliança


Férias... Depois de um ano de trabalho árduo, de uma rotina estressante, vem a recompensa: férias... Palavra deliciosa, feita sob medida para mim. A única preocupação, a partir de então, seria decidir o roteiro, checar lugares para a hospedagem, arrumar as malas e partir para a viagem perfeita. Decidimos ir para a Bahia, mar, verão, coco gelado e nada de trabalho.
Viajamos eu e o marido de carro. Cruzamos a fronteira de Minas com Bahia. Depois de longas 15 horas de estrada, chegamos ao nosso destino: Arraial d’Ajuda. Nos hospedamos no melhor aposento de uma pousada pertinho da praia.
A ansiedade tomava conta de mim e eu não queria perder tempo longe da areia. Coloquei o traje de banho, me besuntei de filtro solar e eis que surgiu uma dúvida: Vou ou não de aliança? “Claro que vou”, era minha viagem de lua de mel, queria mais que todo mundo visse “a dita”. O marido falando que podia perder no mar e eu achando que era chatice dele, que ele não queria usar. “Ah! Vamos?” Meio a contragosto ele topou. Ainda resmungou alguma coisa que nem prestei atenção.
Chegamos na praia... “Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii que tudo!” Solzão na pele, cerveja gelada... água salgada... “Parece que estou no céu...” Mergulhos ainda tímidos, coisa de mineiro, né? Sempre segurando a aliança, com medo de acontecer alguma tragédia. Beijos, abraços, mais sol, mais sal, mais areia.
Depois de um longo tempo dentro do mar, uma paradinha para a hidratação, para as comidinhas. Camarão frito, cervejinha, conversa, carinhos, mais beijinho.... de repente o “homem da ostra” passou vendendo a especiaria. “Quanto é?” “10 reais meia dúzia.” “Eu vou querer”. E ele abria, pingava limão, pitadinha de sal e eu só degustando. Abria mais uma, e outra e outra... Até que na última ostra, pingou limão na minha mão. Debaixo daquele sol ardido, fiquei apavorada de acontecer o pior e o suco do limão manchar a minha pele. Resolvi lavar a mão no mar... Na hora, mais na hora de lavar a mão, veio uma onda, quebrou perto de mim e... “comeu” a minha aliança! Eu senti a danada escapulindo do dedo!
Fiquei atônita. Voltei para a barraca mais branca do que eu tinha chegado. Olhei para o marido e caí no choro. “Que foi?” E eu não conseguia parar... “O mar levou a minha aliança...” Enquanto eu chorava ele falava: “Viu, eu não falei? Perdeu de teimosa”. E quanto mais ele falava, eu chorava, voltava até a beira da praia para ver se eu a achava, com esperança de encontrá-la no meio daquele mundo de água. A partir desse momento, entendi a expressão “Procurar agulha em um palheiro”.
No primeiro dia da minha viagem de lua de mel, OMAR levou a minha aliança. Será que foi Iemanjá? Já ouvi falar que ela gosta mesmo é de ouro. E a minha aliança era grossa... Maravilhosa... Ao telefone, a minha mãe me acalmou e disse que era para eu parar de pensar nisso, que eu tinha feito uma oferta para a Rainha das Águas...
Pensei e ainda penso todos os dias na aliança roubada, ou ofertada, ou coisa e tal. Todo dia, olho para a minha mão vazia e sinto falta dela. Ainda não pude comprar outra. Mas uma coisa é certa: “Vão-se os anéis e ficam-se os dedos”.
É melhor pensar assim para não cair novamente no choro.

3 comentários:

Evelize disse...

Oi miga, olha, nem li seu post, só passei p te agradecer os elogios e dizer q eu te adoro viu, amanhã passo aki com mais calma, bjus!

Andreia disse...

OI PATRICIA!
QUE HISTORIA HEIN?
EU TB IA CHORAR MUITO!MAS DEPOIS VC COMPRA OUTRA.
MAS DEVIA ESTAR LARGA NO SEU DEDO NÉ?
JÁ QUE SAIU!
EU TB IA FICAR LÁ ESPERANDO OMAR TRAZE-LA DE VOLTA. HEHEHE

Fernanda disse...

AHHH
você usar outra aliança não?
pelo visto essa que você perdeu era muito importante né...
estou adorando seu blog com fatos reais!
abração